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Bebês que chupam o polegar

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Meu bebê tem o hábito de chupar o polegar. Isso é prejudicial? O que posso fazer?

Alguns pais, ao perceberem que o bebê começa a chupar o dedo, preocupam-se com o fato e muitas vezes não sabem como agir.

A sucção de dedo pode ajudar na coordenação mão-boca, mas se o hábito considerado natural, torna-se um hábito de duração e freqüência prolongados, poderá gerar seqüelas como: mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior, classe II, classe III, alteração de tônus dos órgãos fono-articulatórios e na aquisição da fala.

Muitos pediatras assinalam que é difícil o desaparecimento do hábito de sucção digital pelo fato do dedo fazer parte do corpo da criança.

Para prevenir a sucção digital, tanto para o recém-nascido, como para a criança lactente, a insistência da continuidade da amamentação e/ou uso de uma chupeta ortodôntica, evitará danos futuros às estruturas orais devido a sua forma ser semelhante ao seio materno.

Alguns bebês após a amamentação, sentem necessidade de sugar. Neste caso, os pais podem oferecer-lhes a chupeta ortodôntica. Geralmente o bebê chupa intensamente a chupeta e depois a abandona. É importante que quando isto aconteça, o adulto não reintroduza a chupeta na boca do bebê, a fim de se evitar a formação do hábito.

Quando o bebê adormecer com a chupeta e parar de sugar, ela poderá ser retirada para não permanecer na boca sem qualquer função.

Para que o hábito do uso da chupeta não se estenda além do segundo ano de vida é conveniente restringi-lo apenas às situações de cansaço ou sono. Por volta dos dois anos e meio é necessária a substituição da chupeta. Isto pode ser feito através de um elemento de transição, como um brinquedo macio e aconchegante (bonecos de pano e bichinhos, por exemplo).

Vários autores recomendam a chupeta em substituição ao dedo porque acreditam que a primeira provoca menos danos ao sistema estomatognático. E pode ser retirada na hora necessária.

Sugere-se então: evitar a sucção em excesso do dedo:

1) prolongando a amamentação ao seio, e,

2) se necessário introduzir a chupeta ortodôntica, retirando-a aos dois anos de idade.

Abraço,

H1N1 e a vacinação em crianças e bebês

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Desde seu surgimento, em março de 2009, o vírus Influenza A (H1N1) 2009 causou morbidade e mortalidade significativa. Em resposta à pandemia, diversas vacinas foram desenvolvidas. Desde setembro de 2009, mais de 50 países implementaram programas de imunização dirigidos a diversas populações, incluindo crianças de 6 meses a 2 anos.

Segundo a OMS, de 21 de setembro a 2 de dezembro de 2009, 10 milhões de doses da vacina foram aplicadas, possibilitando a análise de sua segurança. Nas campanhas de imunização correntes, houve relatos de mortes com associação temporal com a vacinação em muitos países. Pelo grande número de pessoas vacinadas, espera-se que ocorram mortes no período da vacinação sem relação com a mesma.

A investigação dos relatos de mortes após a vacinação identificaram que a causa das mortes não estava relacionada à vacinação na maioria das vezes. Houve um pequeno número de mortes associados a reações anafiláticas à vacina, portanto esta recomendação é seguida: não vacinar pessoas com alergia a clara do ovo.

As reações de hipersensibilidade imediata foram relatadas após todos os tipos de vacina da influenza A (H1N1) 2009, incluindo urticária (alergia local), angioedema (inchaço) e anafilaxia. As reações variaram de leve a grave. A prevalência geral de anafilaxia variou de 0,1 a 1 caso por 100.000 doses distribuídas. Dentro do esperado para qualquer vacinação do gênero.

Um estudo avaliou a prevalência de soroconversão (imunização) e os efeitos adversos de dois esquemas vacinais em crianças australianas, com duas doses de 15 ou 30 microgramas de hemaglutinina espaçadas por 21 dias. A proporção de indivíduos de 6 meses a 3 anos que desenvolveram anticorpos na titulação considerada imunogênica foi de 96,9 e 98,6%, respectivamente. As reações adversas mais comuns nesse estudo foram dor no local da injeção (45,4% na dose de 15mcg e 40,8% na dose de 30mcg) e febre (23,9% e 40,1%, respectivamente). A maioria dos eventos adversos foram de intensidade leve. Recomendando, portanto a realização da vacina.

O efeito de múltiplas doses comparado a dose única foi avaliado em diversos estudos. Como regra geral, a aplicação  de duas doses tende a ser mais imunogênica que a dose total correspondente em uma única tomada. Por isso crianças receberão 2 doses de 0,25 ml com intervalo de 30 dias, que dão um total de 0,15 mcg de hemaglutinina H1N1.

Marcus Dalsasso

Mamães e Grávidas: perguntem ao Dr Dino

terça-feira, 30 de março de 2010

1) Quantos quilos é o ideal que uma gestante venha engordar durante sua gestação? Pq? (pergunta de Bianca/PR, via Orkut)
Basicamente isto depende do peso que a gestante tem no início da gravidez. Ou seja, gestantes obesas devem ter um maior cuidado com o ganho de peso, assim como gestantes magrinhas podem ganhar um pouco mais de peso, pois na amamentação vai precisar de uma reservinha pra queimar. Em média 9-12 kg seria o ideal para ganho de peso na gravidez, sempre levando em conta a qualidade da alimentação como vitaminas (ác. fólico,…), sais minerais (ferro, cálcio…), proteínas, carboidratos em uma proporção balanceada. Excesso de frituras e açúcares nunca faz bem e lembre-se de que não é por estar grávida que deve comer por dois. Nunca faça regime para emagrecer durante a gravidez. Mesmo balanceada, recomenda-se repor ferro e ac. fólico devido a maior necessidade destes nutrientes. Diabéticas, desnutridas ou com outras doenças importantes devem ter acompanhamento de nutricionista, juntamente com maior atenção de seu médico. Evite refrigerantes, chás, cafés, frituras, doces e enlatados em excesso.

2) Já ouvi comentários que devemos passar óleo na barriga (durante toda a gestação) para evitar futuras estrias, isso funciona mesmo Dr.? (pergunta de Duda/RS, via Orkut) Com certeza, na gravidez ocorrem alterações hormonais, bem como uma grande distensão abdominal e nos seios o que pode gerar estrias, que se dá pelo rompimento de fibras da pele. A hidratação com óleos e cremes apropriados ajuda na prevenção, sempre lendo os rótulos dos produtos para ver se são liberados para aquele período da gestação. Maior risco de estrias ocorrem na primeira gravidez, gravidez de gêmeos ou quando a gestante ganha muito peso na gravidez. Óleos como de amêndoas são bastante usados e deve-se evitar passar nos mamilos pois estes ficarão mais macios e com maior risco de rachaduras depois na amamentação. Aliás nos mamilos recomendamos passar uma buchinha (esponja vegetal) que engrossa e fortalece a pele desta região. CUIDADO: Muitos cremes só podem ser usados após o primeiro trimestre quando já terminou a embriogênese (formação fetal).

3) Pergunta de mamãe curiosa, com quanto tempo de gestação já poderei saber o sexo do meu bebê? (pergunta de Bárbara, funcionária grávida da Barriga Verde)
Atualmente um novo exame sanguíneo a partir de 8 semanas detecta se há presença de cromossomo Y, portanto, se você esta esperando menino (99% de certeza). É um exame caro e pode ser falho no caso de gravidez de gêmeos. Também um exame de urina comprado nas farmácias pode descobrir o sexo do bebê após 10 semanas de gravidez. Pode ser feito em casa e demora uns 10 minutos, mas ainda caro em nosso meio (certeza de 90%). Pode ser falho em gravidez de gêmeos também.
Enfim, com um experiente Ultrassonografista já poderemos descobrir o sexo do bebê com 13-15 semanas, mas vai depender da posição que o bebê se encontra dentro do útero. Uma dica é comer alguma barrinha de cereal antes  do exame ou outro doce, o bebê se movimenta mais e facilitará a visualização do órgão sexual. É um exame geralmente feito e serve para avaliar também o desenvolvimento fetal, transluscência nucal com 13-14 semans de gravidez (síndrome de Down) e morfologia fetal após as 20 semanas.

Tem alguma dúvida? Manda e-mail pra gente: contatos@blogdodino.com.br


Mamães e Grávidas: perguntem ao Dr Dino

quarta-feira, 17 de março de 2010

Bom dia meninas, tudo bem? É com muita alegria que damos start hoje na Coluna Doutor Dino Responde, que é a parte do blog onde vocês poderão enviar dúvidas, e nosso Dr Dino (leia abaixo quem é realmente o médico que nos auxilia), responderá semanalmente aos questionamentos.

1) O que fazer quando a criança mama e se afoga? (pergunta de Jane, de Recife/PE)
Quando ocorre engasgo ou sufocamento com líquidos geralmente melhora colocando a criança de lado e estimulando um pouco suas costinhas com leves tapinhas, mas nunca deixe a criança mamando sozinha principalmente se o bico da mamadeira tem um furo grande já. Com sólidos é um problema maior e por isso o cuidado com objetos que a criança pode levar à boca ou pedaços de alimentos ou bicos que se desprendem. Quando isso acontece deve-se fazer manobra de hemlich: para desengasgar comprimindo o abdomen da criança como na foto anexa, foto 1 em bebês e foto 2 para crianças que já fiquem em pé.

2) Quanto o tempo o bebê pode ficar sem fazer cocô? (pergunta de Joana, de Volta Redonda/RJ)
O hábito intestinal pode variar muito no bebê e depende da alimentação (mama no peito, outros leites ou alimentos). É normal fazer coco cada vez que se alimenta assim como é normal ficar 2-3 dias sem evacuar e também é normal a variação de consistência de suas fezes desde que não tenham sintomas de gastroenterite ou outro sintoma acompanhante. Também devemos observar se o bebê tem distenção abdominal o que geralmente não ocorre nestes casos ditos fisiológicos.

3) Grávida pode tomar refrigerante light? (pergunta de Bárbara, de Porto Alegre/RS)
É recomendado as gestantes cuidados com a substituição de açucares por estes adoçantes que estão presentes no refri ligth e diet (aspartame passa a barreira placentária e pode interferir no desenvolvimento neurológico fetal), devendo ser evitado.
Requeijão ligth por exemplo pode pois neste caso há redução de gordura/desnatado (não contém aspartame)…
A gestante deve ler o rótulo e evitar basicamente os adoçantes (aspartame), bem como o excesso de café, chás, chocolate e chimarrão.

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