Dr, quero engravidar, que exames preciso fazer? Aline, Maringá
Geralmente os exames são pedidos na primeira consulta de pré-natal, assim que a mulher descobre que está grávida. Mas sabemos que numa gravidez planejada, como medida praventiva, podemos fazer alguns exames antes mesmo de engravidar. Isto é importante pois muitas doenças podem necessitar um tratamento e quando melhor controladas causam menos riscos à gestação.
Exames como o CP (papanicolau) podem mostrar lesões ou infecções no colo uterino que são melhor tratadas antes da gravidez.
Outros exames importantes de fazer antes da gravidez são:
1) VDRL: que mostra sífilis e que pode ser tratada antes da gravidez.
2) Toxoplasmose: que necessita medicamentos forte e seria melhor tratá-la antes.
3) Rubéola: que o exame mostra se a mulher está imune ou não, indicando a necessidade de vacinação.
4) HIV: que pode ser melhor compensada e controlada antes de engravidar.
5) Diabetes: pode ser melhor controlada antes da gravidez e os ajustes no peso e tratamento (mudanças de medicação via oral para insulina) serem realizados se necessário.
6) EQU + UROCULTURA: mostram infecção na urina que pode ser tratada préviamente.
7) HBSAg: hepatite B pode ser melhor avaliada e conduzida antes da gravidez.
8) CMV: citomegalovírus pode ser tratado préviamente.
9) Tipagem sanguínea e Fator RH: de acordo com isso a gestante pode ser melhor orientada já antes de engravidar.
10) Medida da Pressão Arterial: É uma doença importante que quando melhor controlada e orientada diminui os riscos na gravidez, alguns medicamentos precisam ser trocados quando a mulher hipertensa engravida.
Enfim, são inúmeros casos que podemos citar. Quando planejada, a gravidez corre menos riscos. Sempre consulte seu obstetra antes de engravidar.
Meu bebê tem muita cólica, alguma dica? Ele tem 3 meses. Juliane, São Paulo
O choro por cólicas é estridente, incessante e a criança se retorce de dor ou fica com rostinho avermelhado. Estes são todos sinais de que a dor é forte mesmo e causa desconforto importante.
Muitas vezes é importante ver se o bebê não está com a fralda suja ou com fome antes de pensar em cólicas, mas o choro por estas situações são mais leves e manhosos.
As cólicas no bebê são comuns e ocorrem geralmente a tardinha e noite quando o bebê mama mais frequentemente ou após viagens onde o bebê fica sem movimentação por algum período, e atingem principalmente as crianças de 1 mês até 3-4 meses de idade.
É uma situação normal, que ocorre pela imaturidade do sistema digestivo do bebê que contrai e relaxa de forma irregular, ou que tem agora que lidar com a digestão dos alimentos e formação de seus gases. A deglutição de ar quando o bebê mama é um fator agravante para as cólicas.
A amamentação ao seio exclusiva até os 6 meses é uma recomendação importante, apesar de não evitar as cólicas.
Muitas mães referem que alguns alimentos ingeridos por elas, provocam mais cólicas no bebê, que apesar de não comprovado, então sugerimos que as mães prestem atenção nestes alimentos e os evitem: alguns exemplos são alho, laticínios, café, chimarrão, chocolate, melão, pepino, pimentão, frutas e comidas condimentadas.
Algumas manobras ajudam a melhorar as cólicas, como movimentação das pernas do bebê, como se estivesse pedalando ou a compressão delas sobre seu abdomen. Deitar o bebê de bruço sobre seu antebraço, massagens e compressas mornas na barriguinha, ou deixar arrotar após as mamadas são dicas úteis.
Medicações são pouco indicadas e sempre com orientação médica, ok (exemplo: Tilenol)
Um ambiente calmo em casa e amamentação exclusiva ao seio parece ser o que dá mais resultados.
Geralmente as cólicas não ultrapassam o sexto mês de vida e apesar de causar aflição, lembre-se que uma fase normal do desenvolvimento do aparelho digestivo de seu bebê.
Ouvi falar de um surto de catapora em SP, o que fazer para prevenir? Bia, Florianópolis
A Varicela, popularmente chamada de Catapora é uma doença viral e contagiosa que geralmente não causa maiores danos à criança, mas em alguns casos pode ser grave e disseminada, inclusive com envolvimento de outros órgãos e o cérebro.
Como medida preventiva, ainda não fornecida na rede pública, tem a vacina contra Varicela, que protege contra a doença ou evita casos graves.
Outra medida de proteção é o afastamento da criança com Varicela dos demais, principalmente em creches e escolas, o que impede o alastramento do surto/epidemia.
Abç,




























