Desde seu surgimento, em março de 2009, o vírus Influenza A (H1N1) 2009 causou morbidade e mortalidade significativa. Em resposta à pandemia, diversas vacinas foram desenvolvidas. Desde setembro de 2009, mais de 50 países implementaram programas de imunização dirigidos a diversas populações, incluindo crianças de 6 meses a 2 anos.
Segundo a OMS, de 21 de setembro a 2 de dezembro de 2009, 10 milhões de doses da vacina foram aplicadas, possibilitando a análise de sua segurança. Nas campanhas de imunização correntes, houve relatos de mortes com associação temporal com a vacinação em muitos países. Pelo grande número de pessoas vacinadas, espera-se que ocorram mortes no período da vacinação sem relação com a mesma.
A investigação dos relatos de mortes após a vacinação identificaram que a causa das mortes não estava relacionada à vacinação na maioria das vezes. Houve um pequeno número de mortes associados a reações anafiláticas à vacina, portanto esta recomendação é seguida: não vacinar pessoas com alergia a clara do ovo.
As reações de hipersensibilidade imediata foram relatadas após todos os tipos de vacina da influenza A (H1N1) 2009, incluindo urticária (alergia local), angioedema (inchaço) e anafilaxia. As reações variaram de leve a grave. A prevalência geral de anafilaxia variou de 0,1 a 1 caso por 100.000 doses distribuídas. Dentro do esperado para qualquer vacinação do gênero.
Um estudo avaliou a prevalência de soroconversão (imunização) e os efeitos adversos de dois esquemas vacinais em crianças australianas, com duas doses de 15 ou 30 microgramas de hemaglutinina espaçadas por 21 dias. A proporção de indivíduos de 6 meses a 3 anos que desenvolveram anticorpos na titulação considerada imunogênica foi de 96,9 e 98,6%, respectivamente. As reações adversas mais comuns nesse estudo foram dor no local da injeção (45,4% na dose de 15mcg e 40,8% na dose de 30mcg) e febre (23,9% e 40,1%, respectivamente). A maioria dos eventos adversos foram de intensidade leve. Recomendando, portanto a realização da vacina.
O efeito de múltiplas doses comparado a dose única foi avaliado em diversos estudos. Como regra geral, a aplicação de duas doses tende a ser mais imunogênica que a dose total correspondente em uma única tomada. Por isso crianças receberão 2 doses de 0,25 ml com intervalo de 30 dias, que dão um total de 0,15 mcg de hemaglutinina H1N1.
Marcus Dalsasso
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